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As mulheres brasileiras arrasaram nas olimpíadas!!

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Free Palestina: A atleta palestina Woroud Sawalha nos Jogos Olímpicos de Londres

A atleta palestina Woroud Sawalha fez bonito nos 800m dos Jogos Olímpicos de Londres. Além de bater seu recorde pessoal com 2m29s16, ela se tornou exemplo de dedicação e superação. Um exemplo para o seu povo e para todos os que lutam contra a opressão no mundo inteiro

Os sionistas de Israel não permitem que a Palestina tenha pistas de atletismo, campos de treinamento e impedem que os atletas participem de provas e torneios internacionais. Os palestinos vivem sob o mais cruel apartheid de toda a história da humanidade.

Woroud Sawalha foi aplaudida de pé pelo público do Estádio Olímpico de Londres e deixou seu nome e o do povo Palestino marcado nas Olimpíadas.

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Globo, para variar, trata Atletas Olímpicas como mercadoria

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A longa jornada da mulher no esporte

por Lara Félix

Escrever sobre a mulher no esporte era para ter sido a minha “profissão”, visto que seria meu tema de mestrado. Acabei me desviando não só do tema como do próprio mestrado. Não descarto a possibilidade de fazer, porém, acho que iria escrever mais voltado ao meio-ambiente. Não sei se é besteira minha mas eu sinto tanta raiva de ver certas coisas… queria ser como a Lola, que pega os fatos (e pessoas) mais revoltantes do mundo machista e ataca. Mas às vezes fico sem estômago para ler até o fim e prefiro me abster, tipo, ir meditar. Um escape, pode-se dizer. Tipo a propaganda da Prudence, aaaai achei melhor fechar do que ler até o fim. Mas li os artigos da Marcha Mundial de Mulheres e da Lola sobre a tal. Só um pequeno desabafo antes do texto.

Receita clássica: esporte de alto rendimento, imprensa golpista, grandes corporações, capitalismo. Sabe-se bem que o esporte de alto rendimento serve muito, infinitamente mais, aos patrocinadores (grandes corporações) do que aos atletas. Os mesmos são submetidos a treinamentos desumanos, doping, interesses financeiros e uma rotina de insalubridade. Esporte de alto rendimento não é saúde, ou quem sabe vai perguntar para algum atleta se ele passa algum dia da sua vida sem dores, ou pior, pergunta pra um grande atleta aposentado como ficou o corpo dele depois de uma vida de treinamentos muito além do seu limite.

Eu me desafio a dizer que a maior parte dos atletas de alto rendimento já tomou algum tipo de doping ao longo da carreira, seja forçado pelo patrocinador que queria resultados, seja por si, para apresentar melhores resultados e ganhar patrocínio. O doping, se controladas as substâncias nos períodos pré ou pós-competitivos por médicos especialistas em esporte e pagos pelos patrocinadores, não aparece em exame nenhum. Grande novidade.

Esporte de alto rendimento é excludente! E não venha me dizer que e aquele carinha lá da favela vivia drogado e prostituído e foi “salvo” quando começou a praticar esporte e saiu das ruas para ser atleta. Primeiro, se esse cara saiu mesmo de uma vida de risco para virar atleta, 200.000 outros continuam lá e foram EXCLUÍDOS por não serem habilidosos o bastante. Logo, somente UM chegou ao topo. Vai me dizer que isso é inclusão social? Inclusive nas paraolimpíadas, o cara precisa ter habilidade e vai ser escolhido entre os outros 500.000 que vão ficar de fora. Aí eu tenho que ouvir que a escola é o lugar de formar atletas, que o Brasil deveria investir na “base” para ter mais resultados no esporte. A escola é o lugar de inclusão, onde tod@s se encontram vind@s das mais variadas origens. Como que eu vou chegar lá e fazer uma seletiva com os alunos para ver quem corre mais ou quem salta mais e dizer pros outros: “po, fica pra próxima, volta pra casa meu querido…”. Alguns poderão dizer que isso é bom, pra ensinar a criança que o mundo lá fora é difícil e que o “importante é competir”. Na real eu nem acho tão importante assim competir, isso nada mais é do que um ensinamento capitalista, pra baixar a cabeça e calar a boca que essas são as regras do jogo. E não é “natural” também, as pessoas não nascem competitivas, são culturalmente ensinadas a servir a um padrão de pensamento, desde a gestação, nada de natural e muito menos de humano nisso. Mas esse é outro assunto.

E quer saber? Esporte de alto rendimento é um grande negócio. E de negócios o inferno está cheio. Nem no resultado eu não consigo acreditar muito. Sabe-se lá se não foi comprado ou vendido, como tudo pode ser no mundo de hoje.

Quanto à situação das mulheres…

“O esporte, assim como qualquer outra prática social, é um campo generificado de disputa. É um espaço constantemente atravessado por relações de poder. Poder que se expressa por meio de diferentes formas: nas desigualdades de acesso e permanência no esporte, na quantidade de campeonatos realizados, no maior ou menor espaço disponibilizado pelos diferentes artefatos midiáticos, nas premiações distintas, enfim, em uma série de situações nas quais se evidenciam distinções para homens e mulheres (Figueira e Goellner, 2009, p.105).”

Se a situação dos atletas não é tão boa, que dirá das atletas. Casos de abuso sexual (por treinadores, preparadores, patrocinadores…) são recorrentes, pra falar do mais escabroso. Aí falando da mídia e como a mulher é noticiada nas seções de esporte, vemos manchetes tipo: “musa do halterofilismo celebra medalha de ouro com biquíni sensual” ou “cardápio variado: veja as belas que roubaram a cena” ou “musa que teve foto vazada fica só em 30º; americana de 17 anos lidera” isso porque eu olhei rapidinho algumas notícias sobre a olimpíada.

Se eu for um pouco mais longe e voltar pro meu tema de mestrado, que relaciona a imagem da mulher na mídia especializada em surfe, a lista vai ser quilométrica. Pra começar, os sites voltados a esse esporte geralmente têm uma seção exclusiva de “gatas” ou “musas” em que vemos fotos de mulheres em poses sensuais vestindo pouquíssima roupa, geralmente com uma prancha por perto. Ás vezes aparece uma ou outra foto delas surfando, mas isso é secundário. O importante é ela ser gostosa, musa, fazer as unhas e cuidar dos cabelos (que são muito maltratados pela água salgada) e planejar ter uma família. Ah, e se já tiver filhos e o maridão, ela dedica suas vitórias e tudo mais a eles. Por que ela não é mulher se não tiver um maridão para o qual ela dedica sua vida e ela não é mulher se ela não tiver a vaidade, mesmo praticando um esporte “violento”. Veja bem, meu protesto não é contra o marido nem os filhos nem a vaidade, é contra a obrigatoriedade de se seguir esse ou qualquer padrão e transformar isso no principal assunto.

O corpo da mulher é facilmente sexualizado pela mídia e vira piada ou pornografia. E se você fala alguma coisa contra isso, não tem senso de humor. Já contatei inúmeros sites de surf com reclamações sobre a imagem sexualizada da mulher e que sentia falta de mais respeito às leitoras praticantes do esporte que gostariam de se ver nas páginas das revistas praticando o esporte, com seriedade, assim como acontece com os homens. Um exemplo foi quando vi uma foto de uma menina mergulhando sob uma onda, logo seu traseiro estava elevado e ela estava de biquíni. A manchete era algo de extremo mau-gosto que não me recordo no momento. Ao reclamar da imagem, que era deveras desrespeitosa, recebi o retorno de que a intenção era trazer um pouco de humor às publicações. HUMOR? Coloca um palhaço surfando com uma melancia na cabeça então.

Enfim, as Olimpíadas só são um evento que traz a catarse de uma longa jornada de publicações ofensivas e outros desrespeitos à mulher no âmbito do esporte.

Tema tenso esse aí…

Fonte: http://larajacoby.wordpress.com/2012/08/02/a-longa-jornada-da-mulher-no-esporte/

Leia também: Machismo no Esporte

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Uma cegonha que pare crianças e criminaliza as mulheres

por Luka Franca

Quantas vezes não vimos nos desenhos animados a imagem de um pássaro branco carregando no bico uma trouxinha com uma criança dentro? Tudo asséptico, sem relação alguma com o corpo e a sexualidade da mulher. Quantas vezes nós e nossas mães ao sermos indagados de onde vêm os bebês tiramos do velho baú de histórias a explicação do repolho ou da cegonha? Sim, a cegonha apesar de não viver em nossa região é símbolo recorrente no nosso imaginário coletivo, ajudando assim a retirar também das mulheres a segurança sobre a fisiologia de seu corpo, corroborando com o medo e a impotência construída há décadas e décadas.

As críticas feitas pela Rede Feminista de Saúde sobre o programa lançado pela presidente Dilma no último dia 28 de março são bastante contundentes, resgatam uma premissa fundamental da luta feminista: a integralidade ao atendimento de saúde da mulher. O debate sobre a saúde da mulher, direitos reprodutivos e sexuais vem sendo escamoteado há bastante tempo e normalmente a discussão não é feita na sociedade e nossos direitos acabam sendo trocados por votos, conchavos políticos e afins. Nada muito diferente do que é feito com os direitos da classe trabalhadora, mas quem liga?

Existe sim uma necessidade de humanizar o parto no Brasil, para isso existe o Plano Nacional de Humanização do Parto (PNHP) e também há décadas existe o Plano de Atendimento Integral à Saúde da Mulher (PAISM) que serviu para desenvolver o Programa Nacional de Atendimento Integral à Saúde da Mulher (PNAISM) logo no começo do governo Lula. Tais planos pensam a saúde da mulher de forma completa e precisam ser colocados em prática urgentemente, porém ao invés de fazê-lo e comprar uma briga com os setores dogmáticos religiosos – com quem o governo Dilma se comprometeu para assegurar sua vitória nas eleições de 2010 -, é preferível lançar um programa que retira o empoderamento da mulher e ajuda a criminalizar mulheres.

Há duas semanas a presidente Dilma Rousseff lançou o programa do Ministério da Saúde: a Rede Cegonha, programa este que conta com um orçamento de R$ 9,4 bilhões e pretende garantir assistência humanizada à mulher desde o momento que confirmar a gravidez até o puerpério, por cima até parece uma proposta promissora, isso se não abrisse uma via expressa para a aprovação no congresso nacional para o cadastro de gravidez e também não escanteasse pelo menos 30 anos de debates e acúmulos sobre a assistência integral a saúde da mulher.

Na verdade nos deparamos com o desenrolar da capitulação que Dilma e o PT deram nas eleições de 2010 com a Carta ao Povo de Deus e o compromisso do governo não enviar ao congresso nenhum projeto de lei versando sobre questões polêmicas – por polêmico entendamos os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e os direitos civis da comunidade LGBT -, pois em nenhum momento a atual presidenta se comprometeu a não escantear a política de atendimento integral à saúde da mulher, em implementar por completo o PNAISM ou não substituí-lo por um programa baseado no marketing que municia mais um pouco aqueles que brigam pela criminalização das mulheres.

A Rede Cegonha não é resposta completa aos diagnósticos sobre saúde da mulher, acaba por colocar uma venda sobre a questão do aborto no país. Em entrevista ao Vi o Mundo Télia Negrão da Rede Feminista de Saúde bem lembra que apenas no SUS são realizados mais de 100 mil abortos por ano, não contando com aqueles realizados em clínicas clandestinas que podem chegar a quase um milhão/ano. O programa do governo federal ignora essa situação, prefere não colocar o dedo na ferida e não correr o risco de perder apoio no congresso nacional do que encarar de frente a sofrida realidade das mulheres que abortam no Brasil.

No final das contas a mulher vai confirmar sua gravidez no SUS e ser diretamente encaminhada ao pré-natal pela Rede Cegonha, acontece o que com ela se 40 semanas depois for verificado que esta mulher não pariu? Como disse para além da desumanização do evento do parto com a simbologia da cegonha o programa é um abre-alas para mais criminalização das mulheres.

Fonte: http://bdbrasil.org/2011/04/20/diario-liberdade-uma-cegonha-que-pare-criancas-e-criminaliza-as-mulheres/

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feminismos – A Mulher Negra

O blog Maçãs Podres coloca na roda: O que as “blogueiras feministas” deveriam aprender com os “blogueiros feministas” – Por um feminismo étnico de classe econômica.

Dentro do Feminismo há diversos feminismos. Pois o mundo das mulheres é extremamente amplo e as histórias e consequências da opressão são diferenciadas. Faça um pequeno esforço e não multiplique estereótipos, a diversidade está presente em qualquer movimento político e social. Entendi a questão acima levantada não como uma maneira de apontar nomes, de dizer quem são as “blogueiras feministas” ou os “blogueiros feministas” ou de mostrar posts em que escrevo sobre a condição da mulher negra, mas sim um convite a reflexão sobre as diferentes batalhas e dificuldades presentes na luta diária das mulheres. O Feminismo é um movimento que busca a igualdade e o fim de preconceitos, mas nem sempre todas as vozes e demandas são ouvidas e contempladas. É preciso estar com sentidos abertos para diferentes maneiras e gestos de se colocar no mundo, para as diferentes representações construídas socialmente. Além de buscar contato com mulheres negras, feministas ou não, minha contribuição hoje é trazer para a roda a perspectiva do feminismo da mulher negra.

 

Tábata. Clique na foto para ver a galeria de Daniel Pádua.

Retirei do texto “Enegrecer o Feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma Perspectiva de Gênero” de Suely Carneiro, Fundadora e Coordenadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, trechos que mostram o quanto algumas colocações e demandas do movimento feminista podem não fazer sentido para muitas mulheres, pois não correspondem a realidade que vivem. Uma mulher é muitas vezes mais livre que outra apenas por estar em determinada classe social. Mulheres brancas e negras possuem diferentes trajetórias devido as relações de raça e cor impostas socialmente.  O racismo tem profunda ligação com o machismo, pois trabalham juntos na construção de uma representação equivocada e estereotipada da mulher negra. O Feminismo da mulher negra está profundamente ligado ao fato de que esta mulher nunca foi vista como algo frágil e virginal, a mulher negra sempre foi extremamente sexualizada e vista como escrava. Esse Feminismo traz questões de opressão sustentadas pela tríade raça, gênero e classe. Articulá-las de forma transversal é um dos grandes desafios para o movimento feminista. Enxergar a mulher negra como sujeito político e autônomo também faz parte da luta pelos direitos das mulheres.

O que poderia ser considerado como história ou reminiscências do período colonial permanece, entretanto, vivo no imaginário social e  adquire novos contornos e funções em uma ordem social supostamente democrática, que mantém intactas as relações de gênero segundo a cor ou a raça instituídas no período da escravidão. As mulheres negras tiveram uma experiência histórica diferenciada que o discurso clássico sobre a opressão da mulher não tem reconhecido, assim como não tem dado conta da diferença qualitativa que o efeito da opressão sofrida teve e ainda tem na identidade feminina das mulheres negras.

Quando falamos do mito da fragilidade feminina, que justificou historicamente a proteção paternalista dos homens sobre as mulheres, de que mulheres estamos falando? Nós, mulheres negras, fazemos parte de um  contingente de mulheres, provavelmente majoritário, que nunca reconheceram em si mesmas esse mito, porque nunca fomos tratadas como frágeis. Fazemos parte de um contingente de mulheres que trabalharam durante séculos como escravas nas lavouras ou nas ruas, como vendedoras, quituteiras, prostitutas…  Mulheres que não entenderam nada quando as feministas disseram que as mulheres deveriam ganhar as ruas e trabalhar! Fazemos parte de um contingente de mulheres com identidade de objeto. Ontem, a serviço de frágeis sinhazinhas e de senhores de engenho tarados. Hoje, empregadas domésticas de mulheres liberadas e dondocas, ou de mulatas tipo exportação.

Em geral, a unidade na luta das mulheres em nossas  sociedades não depende apenas da nossa capacidade de superar as desigualdades geradas pela histórica hegemonia masculina, mas exige, também, a superação de ideologias complementares desse sistema de opressão, como é o caso do racismo. O racismo estabelece a inferioridade social dos segmentos negros da população em geral e das mulheres negras em particular, operando ademais como fator de divisão na luta das mulheres pelos privilégios que se instituem para as mulheres brancas. Nessa perspectiva, a luta das mulheres negras contra a opressão de gênero e de raça vem desenhando novos contornos para a ação política feminista e anti-racista, enriquecendo tanto a discussão da questão racial, como a questão de gênero na sociedade brasileira.

Enegrecer o movimento feminista brasileiro tem significado, concretamente, demarcar e instituir na agenda do movimento de mulheres o peso que a questão racial tem na configuração, por exemplo, das políticas demográficas, na caracterização da questão da violência contra a mulher pela introdução do conceito de violência racial como aspecto determinante das formas de violência sofridas por metade da população feminina do país que não é branca; introduzir a discussão sobre as doenças étnicas/raciais ou as doenças com  maior incidência sobre a população negra como questões fundamentais na formulação de políticas públicas na área de saúde; instituir a crítica aos mecanismos de seleção no mercado de trabalho como a “boa aparência”, que mantém as desigualdades e os privilégios entre as mulheres brancas e negras.

CARNEIRO, Suely. Enegrecer o Feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero.In: Ashoka Empreendimentos Sociais; Takano Cidadania (Orgs.). Racismos Contemporâneos. Rio de Janeiro: Takano Editora, 2003. p. 49-58.

[+] Conquistas e Desafios à Participação Política de Jovens Mulheres Negras de Jamile Carvalho e Raquel Quintiliano em Forito – Jovens Feministas Presentes.

[+] As Feministas e as Domésticas.

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Women of Egypt

 

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