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Mostra “Feminismo em Marcha” reflete o feminismo na Galeria Olido

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Exposição Feminismo em marcha na Galeria Olido – Foto: Elaine Campos

Rostos, lambes, camisetas, vídeos, fotos, bonecas e uma colcha confeccionada a muitas mãos. Mãos que trabalham, que lutam, que amam e que querem mudar o mundo. É o que podemos ver na Mostra ‘Feminismo em Marcha’ da Marcha Mundial das Mulheres, que teve a sua abertura ontem, 25 de agosto, que ficará até o dia 30 de setembro na Galeria Olido, SP.

A mostra reúne materiais históricos que resgatam a trajetória, ações e principais temáticas abordadas pela Marcha Mundial das Mulheres, com o objetivo de provocar uma reflexão sobre o movimento feminista, os problemas que as mulheres enfrentam hoje e as alternativas de resistência que o movimento apresenta.

Ontem estavam presentes na abertura da Mostra as delegadas dos mais de 40 países e de cada estado do país onde a marcha atua. Segundo Luiza Hardman, responsável pela produção cultural, “a exposição é um espaço de encontro das mulheres com a história delas, com a nossa história. Bonito ver as mulheres se reconhecendo, se emocionando com a nossa própria luta. A marcha não está fora, está em todas nós.”

Fonte: http://encontrommm.wordpress.com/2013/08/26/mostra-feminismo-em-marcha-reflete-o-feminismo-na-galeria-olido/

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Feminismo en Marcha para Cambiar el Mundo #EncontroMMM

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agosto 26, 2013 · 10:33 pm

Encontro Internacional da MMM discute trajetória do feminismo na América Latina

Nalu Faria destaca a atuação da Marcha Mundial das Mulheres no feminismo.

Nalu Faria destaca a atuação da Marcha Mundial das Mulheres no feminismo.

Começou nesta segunda-feira, 26, o 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), no Memorial da América Latina, em São Paulo. O início das atividades foi marcado por um cortejo feminista para receber 1600 mulheres, vindas de 40 países. Em seguida, ocorreu a primeira conferência, realizada nesta manhã, que discutiu a trajetória do feminismo na América Latina e a resistência das mulheres ao neoliberalismo.

Sonia Alvarez, diretora do Centro de Estudos sobre América Latina e Caribe da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, iniciou a conferência falando sobre as diferentes fases do neoliberalismo na América Latina e seus impactos na vida das mulheres.

Para Sandra Morán, integrante do Comitê Internacional da MMM representando as Américas e segunda conferencista do dia, os países continuam sendo profundamente neoliberais e militarizados. Por isso, segundo Sandra, o feminismo afirmado pela Marcha tem “o horizonte de mudar o mundo”. “Não queremos mudar a vida só das mulheres, queremos mudar a vida da humanidade”, afirmou.

Nalu Faria, que atua desde de 2000 na construção da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil e integra a coordenação nacional do movimento, destacou que a história do feminismo no Brasil não está dissociada da solidariedade e luta contra o neoliberalismo na América Latina. Para ela, é preciso recolocar a todo momento que nenhuma luta prescindiu da luta das mulheres. “As mulheres estão em todas as lutas”, ressaltou.

Nalu Faria destacou a atuação da Marcha Mundial das Mulheres como parte de uma experiência interessante do feminismo e que se constitui como um espaço de múltiplas identidades: há mulheres do movimento negro, sindical, camponesas, do movimento estudantil e jovens. Segundo ela, muitas vezes usam o tema das identidades para provocar a divergência dentro do movimento feminista. “Devemos pensar as identidades não como aquilo como nos coloca uma contra as outras, mas como aquilo que nos potencializa”, afirmou.

Ainda hoje, 26, às 17hs, ocorre a abertura pública do evento, com a com a participação da Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Brasil, Eleonora Menicucci, em mesa que contará com Denise Motta Dau, secretária de Políticas para Mulheres da Prefeitura de São Paulo, Miriam Nobre, coordenadora do Secretariado Internacional da MMM, além de uma representante da Assembleia de Movimentos Sociais. Em seguida, às 20 horas, tem início na Tenda da Solidariedade uma roda de conversa sobre as revoltas no mundo árabe e as repressões e assassinatos políticos. Participam do debate as ativistas Basma Khalfaoui e Souad Mahmoud, da Tunísia, e Khadija Rhamiri, do Marrocos.

Fonte: http://encontrommm.wordpress.com/2013/08/26/encontro-internacional-da-mmm-discute-trajetoria-do-feminismo-na-america-latina/

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Acompanhe a transmissão ao vivo do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres

Acompanhe ao vivo a transmissão do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.

26/08
9h- Conferência “A trajetória do feminismo na América Latina”
Nalu Faria (Brasil), Sandra Morán (Guatemala) e Sonia Alvarez (Estados Unidos).

14h- Conferência “Acumulação por despossessão: Trabalho, Natureza e Corpo das Mulheres”
Helena Hirata (França/Brasil), Ariel Salleh (Austrália), Malalaia Joya (Afeganistão) e Jean Enriquez (Filipinas).

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Para escuchar el audio en Español, clic aquí.

To hear the audio in English, click here.

Pour écouter l’audio en Français, cliquez ici.

Video streaming by Ustream

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Apoie a MMM

A Marcha Mundial das Mulheres é um movimento social feminista independente e auto-sustentado. Por isso, pedimos a colaboração solidária de vocês para ajudar a construir nosso 9º Encontro Internacional.
A realização deste Encontro representa um desafio para a Marcha Mundial das Mulheres no Brasil. O esforço organizativo envolve a capacidade de estruturar um grande encontro a partir dos princípios defendidos pelo movimento, com garantia de segurança para todas as mulheres, alimentação, alojamento, debates e atividades de intercâmbio e momentos de encontro do feminismo internacional com a cidade de São Paulo.

Por outro lado, consideramos que a solidariedade das organizações parceiras e dos gestores e órgãos públicos comprometidos com a luta contra a desigualdade será fundamental. Apoie a MMM com qualquer quantia e comente aqui embaixo dizendo que você nos apoia. Vamos fazer uma lista de agradecimentos a nossas(os) colaboradoras(es) aqui no blog.

Para apoiar a Marcha com qualquer quantia, faça depósito na conta:

CONTA
Banco Itaú
Agência: 0444
Conta corrente: 64087-4
Titular: SOF Serviço de Orientação da Família
CNPJ 60.396.793/0001-31

Saudações feministas!

Marcha Mundial das Mulheres

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Feminismo de base y antisistémico

Descargar: MP3 (16.6 MB)

Las militantes brasileñas de la Marcha Mundial de las Mujeres (MMM) se encuentran ultimando los detalles para lo que será su 9º Encuentro Internacional en la gran ciudad de Sao Paulo, Brasil, de 25 a 31 de agosto. Varias son las razones que hacen de este un encuentro especial: a diferencia de instancias anteriores, la convocatoria será muy amplia, más de 1600 mujeres participarán del encuentro y 10 mil se harán presentes en la movilización final del día 31.

Además, el secretariado internacional de la MMM, que se encuentra desde 2006 en Brasil se trasladará a otro país. Que el encuentro se haga en territorio latinoamericano reviste especial importancia también, debido a la amenaza existente en varios países de un renovado impulso conservador que atenta contra la vida y los derechos de las mujeres.

Para conocer más sobre las características de este próximo encuentro, conversamos con una de las referentes de la MMM Brasil, Nalu Faria. Además de la información sobre esta próxima instancia, la charla con Nalu, que es también coordinadora de la organización brasileña Sempreviva Organização Feminista, recorrió varios otros puntos: el surgimiento de la MMM como movimiento de calle y en contextos de resistencia a procesos de neoliberalismo; el vínculo indisociable entre capitalismo y opresión de las mujeres en la concepción de feminismo de la MMM; el actual avance conservador en detrimento aún más de los derechos de las mujeres presente en varios países de América Latina; y la situación específica de Brasil en este sentido.

Feminismo popular, internacionalista y anticapitalista

El nacimiento de la MMM comienza a gestarse en 1995. Ese año el movimiento de mujeres de Quebec (Canadá), llevó a cabo la marcha Pan y Rosas, denunciando la firma del Tratado de Libre Comercio de América del Norte (TLCAN) entre Estados Unidos, México y Canadá. Esta acción fue el precedente e inspiración para que, ante la profundización de la globalización neoliberal, una articulación de mujeres a nivel internacional, decidiera realizar varias acciones en el año 2000 a nivel mundial en contra de la pobreza y la violencia, a partir de una perspectiva anticapitalista.

A partir de estas acciones es que se conforma la MMM, que en la actualidad se encuentra en casi 70 países de todos los continentes. Desde ese momento, cada cinco años el movimiento lleva a cabo estas acciones internacionales, levantando en las calles de muchos lugares del mundo sus reivindicaciones definidas en torno a 4 campos de acción, según explica Nalu: Trabajo y autonomía de las mujeres; Lucha en contra de la violencia; Bienes comunes y servicios públicos; y Paz y desmilitarización.

Además de cuestionar y combatir el neoliberalismo, el feminismo de la MMM entiende que lo necesario es llevar los cambios hasta el mismo sistema capitalista. Al ser consultada sobre la relación entre la lucha feminista y la de denuncia y combate al sistema capitalista, Nalu afirma: “No se puede pensar la opresión de las mujeres, la discriminación de las mujeres, por separado de lo que es la organización de la sociedad misma. En realidad es al revés: buscamos justamente comprender que, aunque el patriarcado sea mucho más antiguo que la sociedad de clases, el capitalismo ha incorporado la opresión de las mujeres, el patriarcado, como estructurante de su economía y de su forma de funcionar. Por lo que, si queremos cambiar la vida de las mujeres, no hay cómo, si no cambiamos el sistema”.

“Feminismo en marcha para cambiar el mundo”*

Es la primera vez que Brasil recibe un encuentro internacional de la MMM, y en relación con los objetivos y expectativas sobre este 9º encuentro, la militante feminista brasileña contó: “Queremos en primer lugar, tener un momento fuerte de intercambio y dialogo entre las mujeres de Brasil y las de los otros países, ya que estuvimos a cargo durante 7 años del secretariado internacional. Y por otro, tener en este momento la posibilidad de posicionar de manera muy amplia lo que llamamos de nuestro feminismo”.

Sobre este punto, explica Nalu: “Nosotras creemos que estamos en un momento de muchos ataques al feminismo, al mismo tiempo en que están surgiendo nuevas expresiones del feminismo desde un punto de vista más liberal (…) que empiezan a aparecer como “la” expresión del feminismo. Y lo que queremos es posicionar lo que es un feminismo basado en la organización de las mujeres desde la base, basado no sólo en un punto de lucha, pero en una visión anti-sistémica, y por lo tanto de construcción de una alternativa global”.

Recomendamos escuchar la entrevista completa que se encuentra en el audio adjunto

Acceda aquí a la programación del encuentro.

* Consigna del 9º Encuentro Internacional de la MMM.

Video de convocatoria al encuentro:

 

Fonte: http://radiomundoreal.fm/6994-feminismo-de-base-y-antisistemico?lang=es

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Para o feminismo, o capitalismo não tem eco: seguimos em luta contra os desertos verdes, contra a mercantilização da vida!

Marcha das Mulheres na Cúpula dos Povos, Rio de Janeiro/2012. Foto Cíntia Barenho/CEA

O Movimento Mundial pelas florestas tropicais (WRM) do Uruguai, parceiro de luta ecológica, lançou boletim alusivo a luta feminista do 8 de março. Cíntia Barenho colaborou com um artigo que reproduzimos abaixo. O boletim como todo está super recomendado! Acesse aqui os demais artigos! Além do Português ele pode ser lido em Espanhol, Inglês e Francês.

Para o feminismo, o capitalismo não tem eco: seguimos em luta contra os desertos verdes,

contra a mercantilização da vida! 

por Cíntia Barenho*

Chegamos a mais um 8 de março, dia internacional de luta das mulheres, no qual nós, mulheres feministas, também lutamos contra a mercantilização da natureza! Mercantilização essa aprofundada pela expansão dos Desertos Verdes , que já estão sendo considerados uma transição para Economia Verde. Processo baseado em falsas soluções ecológicas para um sistema em crise, mas, que de fato visa oportunidades econômicas para integrar à natureza ao mercado.

A expansão dos Desertos Verdes não é uma realidade nova, mas que tem sido aquecida nos últimos anos, especialmente devido as políticas dos países, ditos desenvolvidos, em proibir fábricas e processos poluidores em seus territórios. Proíbem os processos, mas não proíbem o uso dos produtos produzidos por estes. Assim, as empresas buscam outros territórios favoráveis para instalação e/ou ampliação de seus processos industriais poluidores, nos quais a América do Sul tem sido uma das escolhas.

Em várias regiões do Brasil, as empresas de celulose e papel estão espalhando seus desertos verdes de eucaliptos. Em especial na Bahia, no Espírito Santo, no Maranhão, no Mato Grosso do Sul, no Piauí, no Rio Grande do Sul (RS), as empresas se apoderam dos territórios expulsando povos indígenas, quilombolas, camponeses e camponesas de suas terras.

Atualmente o RS tem uma área de mais de 500 mil hectares de monoculturas de árvores exóticas e, segundo projeções, chegaria a cerca de um milhão de hectares de plantações de pinus, eucalipto e acácia até 2015. Os projetos, além de transformar o bioma Pampa em imensos maciços de eucalipto, previam a instalação de fábricas de celulose.

Entretanto, com o agravamento da crise econômica mundial, bem como com a sistemática luta e resistência local, os investimentos do setor de celulose e papel foram minguando no RS. As empresas que até então ressaltavam a importância e suas boas intenções com o desenvolvimento do RS, mostram sua verdadeira face.

A volta dos que não foram: os novos velhos investimentos voltam ao cenário do RS. A atual ofensiva papeleira é da empresa chilena CMPC (Companhia Manufatureira de Papeis e Cartões, mas que no RS chama-se Celulose Riograndense), na qual, anunciou a compra de 100 mil hectares monocultura de eucalipto e ampliação da fábrica de celulose de Guaíba, utilizando dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio foi saudado por parlamentares, meios de comunicação (comprometidos com seus anunciantes), como também pelo governo estadual .

São festejados números e cifras, mas nada é esclarecido sobre o processo de licenciamento ambiental, sobre como o Zoneamento Ambiental para atividade de Silvicultura (ZAS) será/está sendo cumprido.

Nós mulheres dizemos não ao capitalismo verde!

Esse breve resumo se faz essencial para conhecermos, minimamente, com quem estamos lidando. A fluidez do capital é grande, a fluidez como o mercado se transmuta também. A chegada da Celulose Riograndense não é nada novo, mas sim mais um passo do processo de mercantilização do território gaúcho.

Para nós mulheres sistematicamente é negado a possibilidade de planejar e projetar o desenvolvimento local. Negado porque o sistema capitalista, que é patriarcal, impõe às mulheres um papel de incapacidade em decidir sobre sua própria vida, sobre sua soberania alimentar, energética, territorial. Para as mulheres espaço privado, para os homens o público.

No entanto, no RS, juntamente com outros movimentos, mulheres camponesas e feministas protagonizamos sistemática luta e resistência local contra a expansão dos Desertos Verdes. Essa resistência abalou as ideias do agronegócio, que achava que no RS haveria condições favoráveis ao seu pleno desenvolvimento. E diante dessa nova ofensiva, precisamos dizer não ao capitalismo verde, chamado falsamente de Economia Verde.

Economia Verde é a forma encontrada pelo sistema capitalista neo-liberal em mercantilizar a vida. Mesmo com a tentativa fracassada na Rio+20, de impor-se como “a agenda” para o próximo período, governos e empresas seguem cunhando essa falácia (vide o mais recente estudo da Organização Internacional do Trabalho ).

No caso dos desertos verdes se utiliza da falácia da preservação das florestas em detrimento da expansão de “florestas” plantadas. Utiliza-se um conceito falso de floresta, mascarando que a mesma é uma monocultura de árvores exóticas plantadas com a intenção de serem transformados, especialmente, em pasta de celulose.

Ao invés de regras para limitar os danos ecológicos e/ou mudanças no atual modelo de produção e consumo, a economia verde segue a lógica da compensação e da mercantilização. A compensação pressupõe que um processo poluidor pode ser desenvolvido a priori, desde que se indenize financeiramente o Estado. Já a mercantilização reforça tal princípio e consagra a necessidade de valorar a natureza, cunhando a ideia de que só tem valor que se pode comprar ou vender, negociar no mercado. Ou seja, que é preciso encontrar formas de dotações orçamentárias para se garantir um “fluxo estável” dos bens naturais (entendidos como meros recursos a nosso serviço).

Assim, esse modelo ilusório e destrutivo afeta diretamente as mulheres, principalmente as trabalhadoras rurais, devido a sua intensa relação com os bens naturais e a divisão sexual do trabalho doméstico. O trabalho de reprodução e de cuidados, de sustentabilidade da vida ainda é uma tarefa majoritariamente das mulheres. Logo, quanto mais o modelo concentra terras, dissemina agrotóxicos, desrespeita legislações ambientais, polui as águas, prioriza o trabalho produtivo para homens, maior é o impacto negativo sobre a vida das mulheres. Essa contabilidade é invisibilizada propositalmente.

Nesse modelo de agronegócio, promover economia verde com monoculturas de árvores exóticas é promover acumulação de capital sem qualquer perspectiva ecológica, consequentemente social. Vislumbra-se um mundo onde os elementos naturais e o trabalho das mulheres são inesgotáveis. E qualquer responsabilidade com a promoção de bem-estar deve ser subsidiada pelo Estado.

Mulheres em luta contra a mercantilização!

Assim para nós da Marcha Mundial das Mulheres, o dia 8 de março também é de luta contra a violência do capital sobre os territórios, consequentemente sobre nossos corpos, sobre a natureza.

Lutamos por um outro modelo, através da perspectiva da Economia feminista, defendemos a necessidade de um novo paradigma de sustentabilidade da vida. As mulheres criam cotidianamente alternativas concretas à economia dominante, articulando transformações aos modelos de produção, reprodução e consumo. Ou seja, nós mulheres já desenvolvemos soluções reais que passam pela promoção da Soberania Alimentar e Energética, pela Agroecologia, pela Economia Solidária; também pelo reconhecimento e valorização dos conhecimentos ecológicos tradicionais dos povos; pela defesa das florestas e da biodiversidade, dentre outros. A mudança de paradigma já está acontecendo, mas precisam que as políticas públicas estruturantes sejam reorientadas ao desenvolvimento dos povos e não do capital.

Economia Verde é uma falsa solução! Economia feminista é a nossa solução!
Mudar o mundo para mudar a vida das mulheres!

* Cíntia Barenho, Coordenadora de Projetos do Centro de Estudos Ambientais (CEA) e militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), email: cintia.barenho@gmail.com

Fonte: WRM /CEA

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