Arquivo da tag: machismo mata

A fila dos idotas por Latuff

Deixe um comentário

março 11, 2013 · 1:59 pm

Mulheres que lutam!

“Nada causa mais horror à ordem do que mulheres que lutam e sonham” José Martí.

Deixe um comentário

Arquivado em feminismo, mulher

Como você chama uma mulher…

Deixe um comentário

Arquivado em feminismo, mulher, ofensiva contra o machismo

Violência contra mulher, a lei é mais forte

Divulgação da campanha Compromisso e Atitude , Lei Maria da Penha que completa seis anos.

Deixe um comentário

Arquivado em feminismo, mulher, ofensiva contra o machismo

Opressão Gera Opresão

Opressão gera opressão /  Oppression leads to oppression

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Meu senso crítico não é TPM

Deixe um comentário

Arquivado em feminismo, ofensiva contra o machismo

Retrato da Violência Contra a Mulher no RS

Um projeto de Vitor BaptistaLeo Tartari e Thiago Bueno para o Decoders RS utilizando dados disponibilizados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul através do portal de transparênciaCódigo no GitHub

Deixe um comentário

Arquivado em feminismo, machismo mata, mulher, ofensiva contra o machismo

Dia Mundial da Amamentação

Deixe um comentário

Arquivado em feminismo, mulher

feminismos – A Mulher Negra

O blog Maçãs Podres coloca na roda: O que as “blogueiras feministas” deveriam aprender com os “blogueiros feministas” – Por um feminismo étnico de classe econômica.

Dentro do Feminismo há diversos feminismos. Pois o mundo das mulheres é extremamente amplo e as histórias e consequências da opressão são diferenciadas. Faça um pequeno esforço e não multiplique estereótipos, a diversidade está presente em qualquer movimento político e social. Entendi a questão acima levantada não como uma maneira de apontar nomes, de dizer quem são as “blogueiras feministas” ou os “blogueiros feministas” ou de mostrar posts em que escrevo sobre a condição da mulher negra, mas sim um convite a reflexão sobre as diferentes batalhas e dificuldades presentes na luta diária das mulheres. O Feminismo é um movimento que busca a igualdade e o fim de preconceitos, mas nem sempre todas as vozes e demandas são ouvidas e contempladas. É preciso estar com sentidos abertos para diferentes maneiras e gestos de se colocar no mundo, para as diferentes representações construídas socialmente. Além de buscar contato com mulheres negras, feministas ou não, minha contribuição hoje é trazer para a roda a perspectiva do feminismo da mulher negra.

 

Tábata. Clique na foto para ver a galeria de Daniel Pádua.

Retirei do texto “Enegrecer o Feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma Perspectiva de Gênero” de Suely Carneiro, Fundadora e Coordenadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, trechos que mostram o quanto algumas colocações e demandas do movimento feminista podem não fazer sentido para muitas mulheres, pois não correspondem a realidade que vivem. Uma mulher é muitas vezes mais livre que outra apenas por estar em determinada classe social. Mulheres brancas e negras possuem diferentes trajetórias devido as relações de raça e cor impostas socialmente.  O racismo tem profunda ligação com o machismo, pois trabalham juntos na construção de uma representação equivocada e estereotipada da mulher negra. O Feminismo da mulher negra está profundamente ligado ao fato de que esta mulher nunca foi vista como algo frágil e virginal, a mulher negra sempre foi extremamente sexualizada e vista como escrava. Esse Feminismo traz questões de opressão sustentadas pela tríade raça, gênero e classe. Articulá-las de forma transversal é um dos grandes desafios para o movimento feminista. Enxergar a mulher negra como sujeito político e autônomo também faz parte da luta pelos direitos das mulheres.

O que poderia ser considerado como história ou reminiscências do período colonial permanece, entretanto, vivo no imaginário social e  adquire novos contornos e funções em uma ordem social supostamente democrática, que mantém intactas as relações de gênero segundo a cor ou a raça instituídas no período da escravidão. As mulheres negras tiveram uma experiência histórica diferenciada que o discurso clássico sobre a opressão da mulher não tem reconhecido, assim como não tem dado conta da diferença qualitativa que o efeito da opressão sofrida teve e ainda tem na identidade feminina das mulheres negras.

Quando falamos do mito da fragilidade feminina, que justificou historicamente a proteção paternalista dos homens sobre as mulheres, de que mulheres estamos falando? Nós, mulheres negras, fazemos parte de um  contingente de mulheres, provavelmente majoritário, que nunca reconheceram em si mesmas esse mito, porque nunca fomos tratadas como frágeis. Fazemos parte de um contingente de mulheres que trabalharam durante séculos como escravas nas lavouras ou nas ruas, como vendedoras, quituteiras, prostitutas…  Mulheres que não entenderam nada quando as feministas disseram que as mulheres deveriam ganhar as ruas e trabalhar! Fazemos parte de um contingente de mulheres com identidade de objeto. Ontem, a serviço de frágeis sinhazinhas e de senhores de engenho tarados. Hoje, empregadas domésticas de mulheres liberadas e dondocas, ou de mulatas tipo exportação.

Em geral, a unidade na luta das mulheres em nossas  sociedades não depende apenas da nossa capacidade de superar as desigualdades geradas pela histórica hegemonia masculina, mas exige, também, a superação de ideologias complementares desse sistema de opressão, como é o caso do racismo. O racismo estabelece a inferioridade social dos segmentos negros da população em geral e das mulheres negras em particular, operando ademais como fator de divisão na luta das mulheres pelos privilégios que se instituem para as mulheres brancas. Nessa perspectiva, a luta das mulheres negras contra a opressão de gênero e de raça vem desenhando novos contornos para a ação política feminista e anti-racista, enriquecendo tanto a discussão da questão racial, como a questão de gênero na sociedade brasileira.

Enegrecer o movimento feminista brasileiro tem significado, concretamente, demarcar e instituir na agenda do movimento de mulheres o peso que a questão racial tem na configuração, por exemplo, das políticas demográficas, na caracterização da questão da violência contra a mulher pela introdução do conceito de violência racial como aspecto determinante das formas de violência sofridas por metade da população feminina do país que não é branca; introduzir a discussão sobre as doenças étnicas/raciais ou as doenças com  maior incidência sobre a população negra como questões fundamentais na formulação de políticas públicas na área de saúde; instituir a crítica aos mecanismos de seleção no mercado de trabalho como a “boa aparência”, que mantém as desigualdades e os privilégios entre as mulheres brancas e negras.

CARNEIRO, Suely. Enegrecer o Feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero.In: Ashoka Empreendimentos Sociais; Takano Cidadania (Orgs.). Racismos Contemporâneos. Rio de Janeiro: Takano Editora, 2003. p. 49-58.

[+] Conquistas e Desafios à Participação Política de Jovens Mulheres Negras de Jamile Carvalho e Raquel Quintiliano em Forito – Jovens Feministas Presentes.

[+] As Feministas e as Domésticas.

fONTE: http://srtabia.com/2011/02/feminismos-a-mulher-negra/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+srtabia+%28Srta.+Bia%29&utm_content=Google+Reader

Deixe um comentário

Arquivado em feminismo, mulher

10, ou quem o machismo matou hoje?

“Cigarro mata, machismo também mata” – Foto por Flora G , licenciada pela Creative Commons.

por Tica Moreno

Meu nome é Renata, mas poderia ser Noeli.

No ano passado fizemos uma semana de ativismo digital. Várias militantes feministas, mulheres e alguns homens se manifestaram via twitter, facebook, blogs, etc pelo #FimDaViolenciaContraMulher

Muita gente se envolveu, muita gente progressista não se envolveu. Um RT aqui, outro ali.

Nós da @marchamulheres atuamos nas ruas de várias cidades e na rede também, contribuindo pra que o #FimDaViolenciaContraMulher ficasse por um tempo nos TTBr, no dia 25 de novembro.

Alguns dos posts dessa semana estão aqui, mas eu queria falar de uma iniciativa que foi criada a partir desse ativismo digital, que funciona super bem e que deveria ter muito mais audiencia do que tem: o blog Quem o machismo matou hoje? e o twitter @machismomata

Nós sabemos que o machismo mata 10 mulheres por dia no Brasil.

Mas muita gente não se liga na concretude dessa estatística. São sonhos, projetos, amizades, bandas favoritas, ingresso pro jogo de futebol comprado, namoros, férias, reunião no dia seguinte, roupas no varal, livros na cabeceira, desejos, vestibular, twitter, facebook…….. que acabam por conta da violência contra as mulheres, da opressão, do machismo. A gente pode chamar de vários nomes.

São mulheres mortas por homens. Tem nome quem morreu, e tem nome quem matou.

E essa nossa sociedade só se liga na violencia sexista quando envolve alguém famoso, ou é um caso muito bizarro e cruel, escandaloso, que dá audiencia.

O @machismomata joga na nossa cara o cotidiano da violencia sexista. É dificil ler, embrulha o estômago. Mas ignorar e ocultar é covardia e conivencia.  Reconhecer/enxergar/visibilizar a violência contra as mulheres é um passo necessário pra combate-la. Tem que denunciar, se indignar, combater.

A violência contra as mulheres precisa acabar. E pra estar nessa luta, não precisa ser feminista e de esquerda. Basta ser humano.

***

Sobre o mesmo assunto –> São tempos difíceis para as sonhadoras

Fonte: http://roupasnovaral.wordpress.com/2011/02/18/10-ou-quem-o-machismo-matou-hoje/

Deixe um comentário

Arquivado em feminismo, machismo mata