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As mulheres advertem: o machismo causa impotência!

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março 17, 2013 · 6:56 pm

Nosso desejo não tem preço

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março 15, 2013 · 11:55 am

Meu corpo não é mais um produto nas prateleiras

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março 14, 2013 · 11:54 am

Nosso desejo não tem Patrão

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março 13, 2013 · 10:49 am

Nosso desejo não cabe no seu cartão de crédito

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março 11, 2013 · 10:52 am

Ela não anda, ela Milita!!

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março 10, 2013 · 6:57 pm

A noite não adormece nos olhos das mulheres

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A noite não adormece nos olhos das mulheres
A noite não adormece
nos olhos das mulheres
a lua fêmea, semelhante nossa,
em vigília atenta vigia
a nossa memória.

A noite não adormece
nos olhos das mulheres
há mais olhos que sono
onde lágrimas suspensas
virgulam o lapso
de nossas molhadas lembranças.

A noite não adormece
nos olhos das mulheres
vaginas abertas
retêm e expulsam a vida
donde Ainás, Nzingas, Ngambeles
e outras meninas luas
afastam delas e de nós
os nossos cálices de lágrimas.

A noite não adormecerá
jamais nos olhos das fêmeas
pois do nosso sangue-mulher
de nosso líquido lembradiço
em cada gota que jorra
um fio invisível e tônico
pacientemente cose a rede
de nossa milenar resistência.

(Conceição Evaristo – Em memória de Beatriz Nascimento)

Fonte: http://www.facebook.com/NucleoNegraZeferina

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Arquivado em 8 de março, feminismo, mulher

Ser Mulher por Alessandra Terribili


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Ser Mulher por Alessandra Terribili

Nas primeiras horas da manhã,
A mulher levantou e foi plantar a vida na terra, pra da terra Tirá-la, pra da terra sair.
Na terra ficou e plantou-se,
Como flor, como Rosas, Margaridas e Violetas,
Com espadas, enxadas e canções,
Ensinando a humanidade a cultivar o futuro que semeavam em tempos bons ou ruins,
Adubado por sangue e suor de mulher, que percorreram seu Corpo sem definir seu destino,
Para extravasar-se e cair no chão,
Arando porvires melhores.
Mulher sabe que o mundo não é agora,
O mundo já foi e vai ser,
O mundo existe para ser transformado em colheitas de luta e de sonhos.
Mulher rompeu amarras,
Livrou-se das garras e das mãos que seguravam seus pés.
Mulher é inconformada, pode mais e vai além.
Mulher não vê o que está ali, vê o que pode estar,
E cumpre o caminho que há enquanto observa cuidadosa
Para encontrar em que lado estará o mato fechado a ser Desbravado na direção do novo dia verde.
Mulher colhe, todos os dias, o que planta.
Desde a aurora da humanidade, conhece quem é, tem olhos cheios de água e de sons.
Choram Marias e Clarices, riem-se Chiquinhas, Claras, Clementinas e Alices.
Mulher não sabe o que é medo porque não teve tempo de aprender,
Enquanto ganhava em seu rosto as marcas do tempo que viu,
O peso profundo de tudo o que somos,
A beleza luminosa de quem vamos ser.
Mulher sai do fogo, da água e da mata,
Mulher amanhece em qualquer madrugada,
Mulher sempre sabe o que ninguém percebeu.
Mulher é a vida que explode em jornadas ingratas,
No pó do caminho,
Na carga inexata da história que vem correndo atrás,
Para onde ela chama.
Não só Amélias e Emílias, são Coras, Adélias, Cecílias Espalhando sementes com versos no ar.
No fim do dia, a mulher cansada sente o corpo pesar,
Mas o olhar é do dia que vai começar.
São Iaras, Dandaras, Heleniras, Lourdes, Luízas.
Despertam prontas para ser o que são,
E sem dó: a mulher é a mão que semeia o mundo melhor.

Publicado no facebook do MDA

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Arquivado em 8 de março, feminismo, mulher

Autonomia Econômica das Mulheres Rurais é Brasil Rural Contemporâneo

Nilda Duarte, agricultora ecológica de Capão do Leão-RS.

por Cintia Barenho*

Hoje quando começa a oitava edição da Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo – é a minha vez de trazer a tona o a importância das mulheres rurais para o desenvolvimento brasileiro.

Desde 2004 o Brasil Rural Contemporâneo materializa, em algumas capitais, toda a nossa diversidade, produtividade e pluralidade desenvolvida pela agricultura familiar, agroecologia, assentamentos, povos tradicionais e indígenas. Ou seja, evidencia um Brasil que dá certo preservando e conservando nossa biodiversidade; que dá certo sem monoculturas ou agrotóxicos; que dá certo preservando e valorizando a diversidade cultural!!

No Brasil que dá certo, as mulheres trabalhadoras rurais são elementos-chave para o desenvolvimento rural sustentável, porém, seguem invisíveis.

Nesse sentido, nada melhor que resgatar o projeto de “Formação e Articulação com Mulheres Rurais nos Territórios da Cidadania – ações para ampliar o acesso às políticas públicas do MDA”, convênio da Sempreviva Organização Feminista e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Ou seja, o Governo Federal reorienta suas políticas públicas, através da Diretoria de Políticas para Mulheres Rurais, mas suas beneficiárias pouco acesso tem às políticas. Nosso trabalho então era ampliar o conhecimento sobre tais políticas, contribuindo e fortalecendo a auto-organização das mulheres rurais.

Se por um lado, ao percorrer o Território da Cidadania da Zona Sul do Rio Grande do Sul, eram concretas as falsas promessas de um desenvolvimento a qualquer custo propagandeado, especialmente, pelos desertos verdes (monoculturas eucaliptos); por outro lado, era evidente a luta e a resistência produtiva desenvolvida nos assentamentos de reforma agrária, pelas famílias agricultoras de base ecológica, pelos pescadores e pescadoras artesanais. Num Pampa pobre, dissimulado por tantos, era cunhada a diversidade necessária para o desenvolvimento rural sustentável.

Conheci mulheres protagonistas da mudança de paradigma, através da agricultura ecológica, que modificaram a vida das suas famílias e comunidades, cuja ação também transforma a vida de muitas crianças que tem acesso à alimentação saudável na merenda escolar.

Vi mulheres reciclando/reutilizando redes de pesca e transformando couro de peixe em lindas bolsas, carteiras, chapéus, bijuterias e vendendo seu trabalho para o Brasil inteiro, até para lojas de grife como elas me diziam.

Lutei com as pescadoras artesanais que exigiam manter um direito conquistado, o do seguro-defeso (desemprego), já que houve uma interpretação de que as pescadoras não trabalhavam na pesca, apenas “ajudavam” aos homens descascando todo o camarão, filetando, tirando carne de siri.

Assisti a “Associação de Mulheres Camponesas: terra, luta e libertação” se constituir pelas mulheres assentadas da reforma agrária, para participar de feiras, acessar as políticas públicas e romper com ciclos de violência vivida por algumas.

Tantas possibilidades sendo desenvolvidas, a autonomia sendo construída com acesso mínimo às políticas públicas. Imagine se não fosse pela falta de documentos civis, desinformação e machismo, já superássemos a desigualdade de acesso das mulheres? Imagine se o acesso fosse integral?

A orientação feminista das políticas públicas para as mulheres rurais é uma realidade. Ainda estão longe de serem suficientes e estão limitadas. Precisamos romper com a visão machista do direito à terra e da produção rural e disseminar, na sociedade, que as mulheres são sujeitos políticos e sociais com iguais direitos e condições que os homens. São elementos centrais para o desenvolvimento da sociedade que queremos viver.

Mas sem dúvida que já se constrói um Brasil que dá certo, um Brasil contemporâneo que é rural e que se orienta por políticas públicas de igualdade de gênero, para a Autonomia Econômica das Mulheres Rurais.

Obs: qualquer dia desse retrato o lado não tão positivo das minhas vivências, o lado maior da invisibilidade das mulheres rurais.

*Cíntia Barenho é feminista e ecologista (talvez ecofeminista) das ruas e das redes,  e claro, da Marcha Mundial das Mulheres-RS.

Fonte: http://marchamulheres.wordpress.com/2012/11/21/autonomia-economica-das-mulheres-rurais-e-brasil-rural-contemporaneo/

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A fotógrafa feminista das controvérsias e contra os versos

A fotógrafa americana Rhiannon Schneiderman parece caminhar em oposto aos ventos comuns. É conhecida na Flórida (EUA), onde vive, por seu trabalho que desafia o convencional ao tratar de gêneros, sexualidade, e padrões da sociedade.

Em seus mais recentes cliques, da série ‘Lady Manes’, apresentou mulheres em “ângulos” diferentes. É fácil entender. São ladies que tem a força de seus cabelos fluindo não a partir do topo da cabeça, mas sim entre as pernas, nascendo através do poder feminino. Uma maneira de brindar, rir e apresentar esse poder que ao longo dos anos é conquistado pelas mulheres.

Photos:Rhiannon Schneiderman

Fonte: http://www.putaspalavras.com/post/30036145328/a-fotografa-feminista-das-controversias-e-contra-os

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