Arquivo da tag: autonomia das mulheres

Mulheres que lutam!

“Nada causa mais horror à ordem do que mulheres que lutam e sonham” José Martí.

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Como você chama uma mulher…

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Violência contra mulher, a lei é mais forte

Divulgação da campanha Compromisso e Atitude , Lei Maria da Penha que completa seis anos.

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Meu senso crítico não é TPM

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Retrato da Violência Contra a Mulher no RS

Um projeto de Vitor BaptistaLeo Tartari e Thiago Bueno para o Decoders RS utilizando dados disponibilizados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul através do portal de transparênciaCódigo no GitHub

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Dia Mundial da Amamentação

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Marcha Mundial das Mulheres realiza jornada de formação feminista

Marcha Mundial das Mulheres realiza jornada de formação feminista

Atividade realizada entre os dias 15 e 17 de abril discutirá as pautas e ações do Movimento feminista para 2011

Construir uma perspectiva feminista afirmando a autonomia das mulheres e a igualdade como base da sociedade. Esse é o objetivo da Marcha Mundial das Mulheres, movimento feminista que nasceu no ano 2000 como uma grande mobilização que reuniu mulheres do mundo todo em uma campanha contra a pobreza e a violência. Para debater estes temas e dar continuidade discussões travadas durante a 3º ação internacional, atividade organizada pelo movimento em 2010, é que a marcha realizará novamente sua jornada de formação feminista entre os dias 15 e 17 de abril.

A abertura da formação, no dia 15 de abril (sexta-feira), contará com um seminário estadual intitulado “O Mundo do Trabalho e as Mulheres: Uma Critica à Sociedade de Mercado, realizado durante todo o dia na sede da AFOCEFE, entidade representativa dos Técnicos do Tesouro do Estado do Rio Grande do Sul. O seminário é realizado em parceria com a Rede Economia e Feminismo (REF), CUT e a Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) e tratará de temas como a divisão sexual do trabalho, as diferenças salariais entre homens e mulheres e ainda sobre o trabalho e a vida das mulheres. Segundo a coordenadora da MMM no RS, Cláudia Prates, o tema do trabalho faz parte dos 4 eixos da plataforma de ação da marcha para os próximos 5 anos.

Também no seminário será apresentada pesquisa da FEE intitulada “Mulher e Trabalho”, pela economista Irene Galeazi e ainda, após o evento será realizado o lançamento do caderno “Cuidado, Trabalho e Autonomia das Mulheres: Um retrato da realidade das mulheres no mercado de trabalho no Brasil e no mundo”, organizado por Nalu Faria e Renata Moreno, uma das painelistas do Seminário, da Sempreviva Organização Feminista (SOF). Ainda no dia 15 será exibido o documentário Mulheres Invisíveis da SOF.

Confira a programação do Formação Feminista:

15 de abril:

Seminário Estadual

“O Mundo do Trabalho e as Mulheres: Uma Crítica á Sociedade de Mercado”

Local: AFOCEFE | Rua dos Andradas, 1234 – 21ºandar | POA-RS

Horário: 8h30 às 18h

Entrada Franca

8h30: Credenciamento

9h: Abertura Política

9h30: Painéis

– Pela autonomia econômica das mulheres | Renata Moreno – Socióloga, Técnica da Sempreviva Organização Feminista (SOF), militante feminista da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e da Rede Economia e Feminismo (REF)

– Por igualdade no trabalho – Instrumentos para a igualdade de remuneração entre homens e mulheres | Rosane Silva – Secretaria Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT

11h: Debate

12h30 às 13h30: Almoço

14h: Painéis

– Pesquisa Mulher e Mercado de Trabalho na RMPA | Irene Galeazzi – Economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE)

– Mulher e Desenvolvimento – A experiência das Mulheres | Glaucia Morelli – Presidenta da Confederação das Mulheres do Brasil (CMB)

16h: Debate

17h Lançamento da nova edição dos Cadernos Sempreviva “Cuidado, trabalho e autonomia das mulheres” um retrato da realidade das mulheres no mercado de trabalho no Brasil e no mundo. Organizado por Nalu Faria e Renata Moreno, a nova edição dos Cadernos traz artigos de Helena Hirata, Bila Sorj, Adriana Fontes e Jacqueline Heinen, sobre temas como políticas familiares sobre o comunismo, práticas do care, impacto de políticas públicas no trabalho das mulheres, entre outros.

18h Coquetel de Encerramento

16 de abril:

Formação Feminista da Marcha Mundial das Mulheres

Local: Parque Assis Brasil | Esteio RS

Horário: 8h30 às 18h

Entrada Franca, com inscrição prévia pelo blog:

www.mmm-rs.blogspot.com

17 de abril:

Plenária da Marcha Mundial das Mulheres

Local: Parque Assis Brasil | Esteio RS

Horário: 8h30 às 18h

Entrada Franca

Contatos Marcha Mundial das Mulheres

Site: http://www.sof.org.br/marcha/

Blog da MMM-RS: http://www.mmm-rs.blogspot.com

Twitter MM-RS: @mmmrs

e-maill: mmm_rs2004@yahoo.com.br

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feminismos – A Mulher Negra

O blog Maçãs Podres coloca na roda: O que as “blogueiras feministas” deveriam aprender com os “blogueiros feministas” – Por um feminismo étnico de classe econômica.

Dentro do Feminismo há diversos feminismos. Pois o mundo das mulheres é extremamente amplo e as histórias e consequências da opressão são diferenciadas. Faça um pequeno esforço e não multiplique estereótipos, a diversidade está presente em qualquer movimento político e social. Entendi a questão acima levantada não como uma maneira de apontar nomes, de dizer quem são as “blogueiras feministas” ou os “blogueiros feministas” ou de mostrar posts em que escrevo sobre a condição da mulher negra, mas sim um convite a reflexão sobre as diferentes batalhas e dificuldades presentes na luta diária das mulheres. O Feminismo é um movimento que busca a igualdade e o fim de preconceitos, mas nem sempre todas as vozes e demandas são ouvidas e contempladas. É preciso estar com sentidos abertos para diferentes maneiras e gestos de se colocar no mundo, para as diferentes representações construídas socialmente. Além de buscar contato com mulheres negras, feministas ou não, minha contribuição hoje é trazer para a roda a perspectiva do feminismo da mulher negra.

 

Tábata. Clique na foto para ver a galeria de Daniel Pádua.

Retirei do texto “Enegrecer o Feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma Perspectiva de Gênero” de Suely Carneiro, Fundadora e Coordenadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, trechos que mostram o quanto algumas colocações e demandas do movimento feminista podem não fazer sentido para muitas mulheres, pois não correspondem a realidade que vivem. Uma mulher é muitas vezes mais livre que outra apenas por estar em determinada classe social. Mulheres brancas e negras possuem diferentes trajetórias devido as relações de raça e cor impostas socialmente.  O racismo tem profunda ligação com o machismo, pois trabalham juntos na construção de uma representação equivocada e estereotipada da mulher negra. O Feminismo da mulher negra está profundamente ligado ao fato de que esta mulher nunca foi vista como algo frágil e virginal, a mulher negra sempre foi extremamente sexualizada e vista como escrava. Esse Feminismo traz questões de opressão sustentadas pela tríade raça, gênero e classe. Articulá-las de forma transversal é um dos grandes desafios para o movimento feminista. Enxergar a mulher negra como sujeito político e autônomo também faz parte da luta pelos direitos das mulheres.

O que poderia ser considerado como história ou reminiscências do período colonial permanece, entretanto, vivo no imaginário social e  adquire novos contornos e funções em uma ordem social supostamente democrática, que mantém intactas as relações de gênero segundo a cor ou a raça instituídas no período da escravidão. As mulheres negras tiveram uma experiência histórica diferenciada que o discurso clássico sobre a opressão da mulher não tem reconhecido, assim como não tem dado conta da diferença qualitativa que o efeito da opressão sofrida teve e ainda tem na identidade feminina das mulheres negras.

Quando falamos do mito da fragilidade feminina, que justificou historicamente a proteção paternalista dos homens sobre as mulheres, de que mulheres estamos falando? Nós, mulheres negras, fazemos parte de um  contingente de mulheres, provavelmente majoritário, que nunca reconheceram em si mesmas esse mito, porque nunca fomos tratadas como frágeis. Fazemos parte de um contingente de mulheres que trabalharam durante séculos como escravas nas lavouras ou nas ruas, como vendedoras, quituteiras, prostitutas…  Mulheres que não entenderam nada quando as feministas disseram que as mulheres deveriam ganhar as ruas e trabalhar! Fazemos parte de um contingente de mulheres com identidade de objeto. Ontem, a serviço de frágeis sinhazinhas e de senhores de engenho tarados. Hoje, empregadas domésticas de mulheres liberadas e dondocas, ou de mulatas tipo exportação.

Em geral, a unidade na luta das mulheres em nossas  sociedades não depende apenas da nossa capacidade de superar as desigualdades geradas pela histórica hegemonia masculina, mas exige, também, a superação de ideologias complementares desse sistema de opressão, como é o caso do racismo. O racismo estabelece a inferioridade social dos segmentos negros da população em geral e das mulheres negras em particular, operando ademais como fator de divisão na luta das mulheres pelos privilégios que se instituem para as mulheres brancas. Nessa perspectiva, a luta das mulheres negras contra a opressão de gênero e de raça vem desenhando novos contornos para a ação política feminista e anti-racista, enriquecendo tanto a discussão da questão racial, como a questão de gênero na sociedade brasileira.

Enegrecer o movimento feminista brasileiro tem significado, concretamente, demarcar e instituir na agenda do movimento de mulheres o peso que a questão racial tem na configuração, por exemplo, das políticas demográficas, na caracterização da questão da violência contra a mulher pela introdução do conceito de violência racial como aspecto determinante das formas de violência sofridas por metade da população feminina do país que não é branca; introduzir a discussão sobre as doenças étnicas/raciais ou as doenças com  maior incidência sobre a população negra como questões fundamentais na formulação de políticas públicas na área de saúde; instituir a crítica aos mecanismos de seleção no mercado de trabalho como a “boa aparência”, que mantém as desigualdades e os privilégios entre as mulheres brancas e negras.

CARNEIRO, Suely. Enegrecer o Feminismo: A Situação da Mulher Negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero.In: Ashoka Empreendimentos Sociais; Takano Cidadania (Orgs.). Racismos Contemporâneos. Rio de Janeiro: Takano Editora, 2003. p. 49-58.

[+] Conquistas e Desafios à Participação Política de Jovens Mulheres Negras de Jamile Carvalho e Raquel Quintiliano em Forito – Jovens Feministas Presentes.

[+] As Feministas e as Domésticas.

fONTE: http://srtabia.com/2011/02/feminismos-a-mulher-negra/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+srtabia+%28Srta.+Bia%29&utm_content=Google+Reader

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10, ou quem o machismo matou hoje?

“Cigarro mata, machismo também mata” – Foto por Flora G , licenciada pela Creative Commons.

por Tica Moreno

Meu nome é Renata, mas poderia ser Noeli.

No ano passado fizemos uma semana de ativismo digital. Várias militantes feministas, mulheres e alguns homens se manifestaram via twitter, facebook, blogs, etc pelo #FimDaViolenciaContraMulher

Muita gente se envolveu, muita gente progressista não se envolveu. Um RT aqui, outro ali.

Nós da @marchamulheres atuamos nas ruas de várias cidades e na rede também, contribuindo pra que o #FimDaViolenciaContraMulher ficasse por um tempo nos TTBr, no dia 25 de novembro.

Alguns dos posts dessa semana estão aqui, mas eu queria falar de uma iniciativa que foi criada a partir desse ativismo digital, que funciona super bem e que deveria ter muito mais audiencia do que tem: o blog Quem o machismo matou hoje? e o twitter @machismomata

Nós sabemos que o machismo mata 10 mulheres por dia no Brasil.

Mas muita gente não se liga na concretude dessa estatística. São sonhos, projetos, amizades, bandas favoritas, ingresso pro jogo de futebol comprado, namoros, férias, reunião no dia seguinte, roupas no varal, livros na cabeceira, desejos, vestibular, twitter, facebook…….. que acabam por conta da violência contra as mulheres, da opressão, do machismo. A gente pode chamar de vários nomes.

São mulheres mortas por homens. Tem nome quem morreu, e tem nome quem matou.

E essa nossa sociedade só se liga na violencia sexista quando envolve alguém famoso, ou é um caso muito bizarro e cruel, escandaloso, que dá audiencia.

O @machismomata joga na nossa cara o cotidiano da violencia sexista. É dificil ler, embrulha o estômago. Mas ignorar e ocultar é covardia e conivencia.  Reconhecer/enxergar/visibilizar a violência contra as mulheres é um passo necessário pra combate-la. Tem que denunciar, se indignar, combater.

A violência contra as mulheres precisa acabar. E pra estar nessa luta, não precisa ser feminista e de esquerda. Basta ser humano.

***

Sobre o mesmo assunto –> São tempos difíceis para as sonhadoras

Fonte: http://roupasnovaral.wordpress.com/2011/02/18/10-ou-quem-o-machismo-matou-hoje/

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Quando o “belo feminino” se torna um pesadelo e uma obrigação

A beleza é, em sua própria essência, algo muito relativo. Prova disto, é que os padrões de beleza modificaram-se no decorrer da história da humanidade. Dentro deste contexto, a mulher continua sendo o alvo mais visado da “estética” corporal dominante em nossa sociedade. A maior propagação dos “modelos de beleza” ocorre através dos grandes meios de comunicação social, os quais reforçam os ditames do consumismo capitalista, construindo um padrão de “beleza” dado como obrigatório.

A corrida desenfreada para as academias de ginástica e para a medicina estética, o uso de produtos dietéticos para emagrecer, a anorexia e a bulimia, revelam uma espécie de “ditadura da beleza” à qual a maioria das mulheres se condiciona em busca de um corpo “perfeito”. Antes considerada um atributo da natureza, a beleza passou a ser encarada como uma questão de “conquista” e, nesta lógica, é necessário investir muito dinheiro e tempo a fim de se alcançar a aprovação da sociedade. A beleza, ou melhor, a feiúra, acabou gerando um lucrativo mercado no mundo capitalista. Com muita propriedade, a escritora americana Noemi Volf afirma, em seu livro O mito da beleza, que „ a beleza é um sistema monetário assim como o ouro. É o último e o melhor sistema de crenças que mantém a dominação masculina intacta. Assim, o capitalismo usa as mulheres ‘bonitas’ como isca para a venda dos seus produtos, lucrando com a discriminação das consideradas ‘feias’ que buscam o maior número de produtos possíveis para compensarem sua ‘feiúra’.”

A figura da mulher é exposta e explorada como um “objeto”. Os grandes meios de comunicação social vêm desempenhando um papel decisivo, através de revistas, jornais, comerciais, novelas e programas em geral, contribuindo, desta maneira, com a afirmação de um padrão de “beleza”. Um exemplo a ser considerado, são os programas de televisão, principalmente os humorísticos, onde as mulheres são apresentadas, em sua grande maioria, como figuras bonitas e atraentes, porém, imbecis, desprovidas de idéias e vontades. Constantemente, em contraste a esta figura, encontra-se uma mulher feia. Esta, por sua vez é apresentada como uma pessoa chata e desinteressante, embora, algumas vezes dotada de certa inteligência. Estes estereótipos reforçam a idéia de que são os “dotes físicos” de uma mulher que realmente importam.

A discriminação do corpo da mulher também ocorre, de uma forma específica, através da maioria dos concursos de beleza, onde somente as mulheres jovens e que se enquadram nos padrões estéticos impostos, podem participar. Com este intuito, estas mulheres são avaliadas por meros critérios físicos. Analogicamente pode-se comparar os concursos de beleza com as mostras de gado, realizadas em muitos estados do Brasil, onde os animais desfilam na frente dos jurados e juradas que adotam critérios para a avaliação física destes, como por exemplo, o tamanho e a textura dos pernis, das paletas, a postura e desenvoltura do animal e, no caso das vacas, seus úberes.

Lamentavelmente, este exemplo evidencia a forte discriminação da mulher como ser humano, ditada pelo mundo masculino e, muitas vezes, aceita pelas próprias mulheres. A ideologia de “beleza física” acaba gerando uma inversão de valores, nos quais a busca por um corpo perfeito, é considerada um sinônimo de aceitação social, geralmente confundida com a felicidade.

Embora as mulheres, ao longo de muitos anos, com muita luta e persistência, tenham conquistado direitos e se afirmado em vários espaços da sociedade, lamentavelmente, ainda é “normal” continuarmos sendo vistas e consideradas pelos contornos físicos de nossos corpos, o que evidencia um empobrecimento da capacidade de olhar o ser humano.  Como afirma Maria Rita Kehl, “a maior beleza está no corpo livre, desinibido em seu jeito de ser, gracioso porque todo ser vivo é gracioso quando não vive oprimido e com medo. É a livre expressão de nossos humores, desejos e odores; é o fim da culpa e do medo que sentimos pela nossa sensualidade natural; é a conquista do direito e da coragem a uma vida afetiva mais satisfatória; é a liberdade, a ternura e a autoconfiança que nos tornarão belas. É essa a beleza fundamental.”

Fonte http://www.espacoacademico.com.br/046/46cangelin.htm

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