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Ato das mulheres na Vila Cruzeiro, Porto Alegre, 08.3.2013

Ato na Vila Cruzeiro, Porto Alegre, na Jornada Nacional de Lutas das Mulheres do Campo e da Cidade. Comunidade atingida pelas obras, mulheres da Via Campesina, do MTD e do Levante da Juventude marcham até o escritório que a Prefeitura mantém no local, para pressionar os moradores a irem embora. A Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre. E as mulheres, o que têm a ver com isso?

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Sem Feminismo, não há Socialismo! – Jornada de Luta das Mulheres Camponesas

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Arquivado em 8 de março

Para o feminismo, o capitalismo não tem eco: seguimos em luta contra os desertos verdes, contra a mercantilização da vida!

Marcha das Mulheres na Cúpula dos Povos, Rio de Janeiro/2012. Foto Cíntia Barenho/CEA

O Movimento Mundial pelas florestas tropicais (WRM) do Uruguai, parceiro de luta ecológica, lançou boletim alusivo a luta feminista do 8 de março. Cíntia Barenho colaborou com um artigo que reproduzimos abaixo. O boletim como todo está super recomendado! Acesse aqui os demais artigos! Além do Português ele pode ser lido em Espanhol, Inglês e Francês.

Para o feminismo, o capitalismo não tem eco: seguimos em luta contra os desertos verdes,

contra a mercantilização da vida! 

por Cíntia Barenho*

Chegamos a mais um 8 de março, dia internacional de luta das mulheres, no qual nós, mulheres feministas, também lutamos contra a mercantilização da natureza! Mercantilização essa aprofundada pela expansão dos Desertos Verdes , que já estão sendo considerados uma transição para Economia Verde. Processo baseado em falsas soluções ecológicas para um sistema em crise, mas, que de fato visa oportunidades econômicas para integrar à natureza ao mercado.

A expansão dos Desertos Verdes não é uma realidade nova, mas que tem sido aquecida nos últimos anos, especialmente devido as políticas dos países, ditos desenvolvidos, em proibir fábricas e processos poluidores em seus territórios. Proíbem os processos, mas não proíbem o uso dos produtos produzidos por estes. Assim, as empresas buscam outros territórios favoráveis para instalação e/ou ampliação de seus processos industriais poluidores, nos quais a América do Sul tem sido uma das escolhas.

Em várias regiões do Brasil, as empresas de celulose e papel estão espalhando seus desertos verdes de eucaliptos. Em especial na Bahia, no Espírito Santo, no Maranhão, no Mato Grosso do Sul, no Piauí, no Rio Grande do Sul (RS), as empresas se apoderam dos territórios expulsando povos indígenas, quilombolas, camponeses e camponesas de suas terras.

Atualmente o RS tem uma área de mais de 500 mil hectares de monoculturas de árvores exóticas e, segundo projeções, chegaria a cerca de um milhão de hectares de plantações de pinus, eucalipto e acácia até 2015. Os projetos, além de transformar o bioma Pampa em imensos maciços de eucalipto, previam a instalação de fábricas de celulose.

Entretanto, com o agravamento da crise econômica mundial, bem como com a sistemática luta e resistência local, os investimentos do setor de celulose e papel foram minguando no RS. As empresas que até então ressaltavam a importância e suas boas intenções com o desenvolvimento do RS, mostram sua verdadeira face.

A volta dos que não foram: os novos velhos investimentos voltam ao cenário do RS. A atual ofensiva papeleira é da empresa chilena CMPC (Companhia Manufatureira de Papeis e Cartões, mas que no RS chama-se Celulose Riograndense), na qual, anunciou a compra de 100 mil hectares monocultura de eucalipto e ampliação da fábrica de celulose de Guaíba, utilizando dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio foi saudado por parlamentares, meios de comunicação (comprometidos com seus anunciantes), como também pelo governo estadual .

São festejados números e cifras, mas nada é esclarecido sobre o processo de licenciamento ambiental, sobre como o Zoneamento Ambiental para atividade de Silvicultura (ZAS) será/está sendo cumprido.

Nós mulheres dizemos não ao capitalismo verde!

Esse breve resumo se faz essencial para conhecermos, minimamente, com quem estamos lidando. A fluidez do capital é grande, a fluidez como o mercado se transmuta também. A chegada da Celulose Riograndense não é nada novo, mas sim mais um passo do processo de mercantilização do território gaúcho.

Para nós mulheres sistematicamente é negado a possibilidade de planejar e projetar o desenvolvimento local. Negado porque o sistema capitalista, que é patriarcal, impõe às mulheres um papel de incapacidade em decidir sobre sua própria vida, sobre sua soberania alimentar, energética, territorial. Para as mulheres espaço privado, para os homens o público.

No entanto, no RS, juntamente com outros movimentos, mulheres camponesas e feministas protagonizamos sistemática luta e resistência local contra a expansão dos Desertos Verdes. Essa resistência abalou as ideias do agronegócio, que achava que no RS haveria condições favoráveis ao seu pleno desenvolvimento. E diante dessa nova ofensiva, precisamos dizer não ao capitalismo verde, chamado falsamente de Economia Verde.

Economia Verde é a forma encontrada pelo sistema capitalista neo-liberal em mercantilizar a vida. Mesmo com a tentativa fracassada na Rio+20, de impor-se como “a agenda” para o próximo período, governos e empresas seguem cunhando essa falácia (vide o mais recente estudo da Organização Internacional do Trabalho ).

No caso dos desertos verdes se utiliza da falácia da preservação das florestas em detrimento da expansão de “florestas” plantadas. Utiliza-se um conceito falso de floresta, mascarando que a mesma é uma monocultura de árvores exóticas plantadas com a intenção de serem transformados, especialmente, em pasta de celulose.

Ao invés de regras para limitar os danos ecológicos e/ou mudanças no atual modelo de produção e consumo, a economia verde segue a lógica da compensação e da mercantilização. A compensação pressupõe que um processo poluidor pode ser desenvolvido a priori, desde que se indenize financeiramente o Estado. Já a mercantilização reforça tal princípio e consagra a necessidade de valorar a natureza, cunhando a ideia de que só tem valor que se pode comprar ou vender, negociar no mercado. Ou seja, que é preciso encontrar formas de dotações orçamentárias para se garantir um “fluxo estável” dos bens naturais (entendidos como meros recursos a nosso serviço).

Assim, esse modelo ilusório e destrutivo afeta diretamente as mulheres, principalmente as trabalhadoras rurais, devido a sua intensa relação com os bens naturais e a divisão sexual do trabalho doméstico. O trabalho de reprodução e de cuidados, de sustentabilidade da vida ainda é uma tarefa majoritariamente das mulheres. Logo, quanto mais o modelo concentra terras, dissemina agrotóxicos, desrespeita legislações ambientais, polui as águas, prioriza o trabalho produtivo para homens, maior é o impacto negativo sobre a vida das mulheres. Essa contabilidade é invisibilizada propositalmente.

Nesse modelo de agronegócio, promover economia verde com monoculturas de árvores exóticas é promover acumulação de capital sem qualquer perspectiva ecológica, consequentemente social. Vislumbra-se um mundo onde os elementos naturais e o trabalho das mulheres são inesgotáveis. E qualquer responsabilidade com a promoção de bem-estar deve ser subsidiada pelo Estado.

Mulheres em luta contra a mercantilização!

Assim para nós da Marcha Mundial das Mulheres, o dia 8 de março também é de luta contra a violência do capital sobre os territórios, consequentemente sobre nossos corpos, sobre a natureza.

Lutamos por um outro modelo, através da perspectiva da Economia feminista, defendemos a necessidade de um novo paradigma de sustentabilidade da vida. As mulheres criam cotidianamente alternativas concretas à economia dominante, articulando transformações aos modelos de produção, reprodução e consumo. Ou seja, nós mulheres já desenvolvemos soluções reais que passam pela promoção da Soberania Alimentar e Energética, pela Agroecologia, pela Economia Solidária; também pelo reconhecimento e valorização dos conhecimentos ecológicos tradicionais dos povos; pela defesa das florestas e da biodiversidade, dentre outros. A mudança de paradigma já está acontecendo, mas precisam que as políticas públicas estruturantes sejam reorientadas ao desenvolvimento dos povos e não do capital.

Economia Verde é uma falsa solução! Economia feminista é a nossa solução!
Mudar o mundo para mudar a vida das mulheres!

* Cíntia Barenho, Coordenadora de Projetos do Centro de Estudos Ambientais (CEA) e militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), email: cintia.barenho@gmail.com

Fonte: WRM /CEA

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Hoje tem Caminha Unificada de Mulheres do RS

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março 8, 2013 · 9:38 am

Campanha da SPM Março Mulher 2013

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Orientações para o 8 de março 2013 da Marcha Mundial das Mulheres

Estamos às vésperas do 8 de março, dia Internacional de Luta das Mulheres.
Nesse momento de banalização e mercantilização da sexualidade, de incremento da violência, de falsas soluções para a crise sistêmica como o capitalismo verde que mercantiliza a natureza, temos que fazer ecoar com mais força as nossas bandeiras.
Não basta dizer não à violência sexista, mas denunciar como ela é parte de um modelo estruturante da sociedade que nos mantém a margem da riqueza, na base da pirâmide social, servas do trabalho doméstico e de cuidados. Lutar por autonomia econômica é mais atual que nunca.
É imprescindível também denunciar como a prostituição é parte deste mesmo modelo que controla a nossa sexualidade a serviço do prazer masculino. A posição da Marcha Mundial das Mulheres é mais além do que tem sido debatido em torno do projeto do Dep. Federal Jean Wyllys, que mais do que propor direitos para as protitutas, o que está no centro da proposta é a legalização dos cafetões/tinas.
Tal projeto, que tem sido aplaudido por setores legalistas e neoliberais, serivirá apenas para legitimar processos já em curso de especulaçlão imobiliaria, higeinização e para ampliar o mercado do turismo sexual e da pornografia, ansiosos por sair da clandestinidade para auferir maiores lucros aproveitando a euforia da copa e de grandes eventos.
Denunciamos a prostituição como à forma mais cruel e antiga de exploração, que existe para manter um sistema patriarcal, racista e heterossexual. Somos incondicionalmente solidárias as mulheres prostitutas!
Afirmamos o direito à autonomia sobre nosso corpo e sexualidade e negamos a imposição da maternidade, por isso lutamos pela legalização do aborto e reafirmamos nossa visão de que a sexualidade é construída socialmente e que somos sujeitos ativos na luta e defesa do seu livre exercício sem coerção, estereótipos e relações de poder.
Reafirmamos nossa solidariedade à luta de todas e todos por terra e nosso total apoio àresistência das mulheres de APODI/ RN como uma luta concreta, mas que carrega o simbolismo de lutas por paz, terra e território no Brasil e no mundo.
Demonstraremos, no dia 8 de março de 2013, à nossa maneira: crítica, ousada e irreverente, que o mundo nós queremos será livre de capitalismo, machismo, racismo e lesbofobia! Assim é o nosso feminismo construído todos os dias do ano!
Neste 8 de março, a Marcha Mundial das Mulheres reafirma: o mundo não é uma mercadoria, as mulheres também Não!

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8 de março: Caminha Unificada de Mulheres do RS

426467_415592911864571_4141155_nConcentração: Largo Glênio Peres
Hora: a partir das 16h e saída às 17h em direção á praça da Matriz.
 
Atos:
1.    Durante a concentração – UBM, MMM, Mulheres PT, CUT, CEDM, Mulheres PCdoB, Fecosul, G8, UBES, Sindisepe, IMAMA
2.    Esquina Democrática – LBL, COMDIM PoA, Fetrafi, CTB, Ponto Final, UJS, Unegro, Mulheres Palestinas, Sempre Mulher, Fetrafi
3.    Encontro na Salgado Filho com a caminhada do Cpers e as parlamentares que virão da Câmara de Vereadoras
4.    Praça da Matriz – uma fala de 3min do Cpers Ato de Encerramento com uma única fala do Fórum Estadual de Mulheres do RS.
 
A organização da Caminhada será em Alas Temáticas – podem existir tantas alas quanto houver necessidade, em função das demandas dos movimentos.
Divisão das Alas Temáticas:
-por um mundo sem violência (Lei Maria da Penha, DEAMs, Centro de Referências)  – cor verde
– por soberania alimentar e energética(Reforma Agrária, Licença maternidade de 6 meses, contra a violência no campo e na floresta, contra os Agrotóxicos) – várias cores
-por um mundo livre do capitalismo (por autonomia econômica, igualdade salarial no trabalho, creche, licença de 6 meses e estabilidade, contra a violência no trabalho e na família) -cor vermelha 
-pelo fim do patriarcado, do machismo, do racismo, da lesbofobia e por um Estado Laico –  cor laranja
– por políticas públicas emancipatórias – creche, educação não sexista e não discriminatória, saúde integral das mulheres, segurança, economia solidária com autonomia econômica, moradia digna – cor rosa choque e magenta
– por reforma política com igualdade para as mulheres – cor roxa e lilás
– por uma mídia não machista epela democratização dos meios de comunicação –  cor azul
– contra qualquer ataque aos direitos das trabalhadoras – nenhum direito a menos – cor amarela
 
Ação Política:
Faremos a Carta das Mulheres com nossa plataforma feminista, sendo que cada esfera pública terá as reivindicações que tem a ver com sua especialidade.
Carta das Mulheres será entregue em data anterior a todos os poderes, e será assinada por todas as entidades que participaram da  organização. também teremos uma Carta direcionada ao INSS (pauta das mulheres da agricultura familiar).
 
Fonte: MMM-RS

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