Ainda vai levar um tempo, pra fechar o que feriu por dentro*

*Por Rafaela Rodrigues

Hoje, centenas de milhares de mulheres vivem em situação de violência, dentro de suas próprias casas. O feminismo conceitua a violência como toda a vez que mulheres são consideradas coisas, objetos de posse e poder dos homens e, portanto, inferiores e descartáveis.

No Brasil a violência contra a mulher tem estatísticas alarmantes, segundo dados do CEFEMEA – Centro de Estudos Feministas e Assessoria, a cada 15 segundos uma mulher é agredida. 80% dos casos de violência contra a mulher são cometidos por pessoas de seu convívio. Mais de 40% das agressões resultam em lesões corporais graves ou morte.

Outros dados assustam ainda mais: 25% das mulheres são vítimas da violência doméstica; 33% da população feminina admite já ter sofrido algum tipo de violência; em 70% das ocorrências de violência contra a mulher o agressor é o marido ou o companheiro; a violência doméstica é a principal causa de lesões em mulheres entre 15 e 44 anos; os maridos são responsáveis por mais de 50% dos assassinatos de mulheres e, em 80% dos casos, o assassino alega defesa da honra.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram agredidas fisicamente por seus parceiros entre 10% a 34% das mulheres do mundo. De acordo com a pesquisa “A mulher brasileira nos espaços públicos e privados” – realizada pela Fundação Perseu Abramo em 2001, registrou-se espancamento na ordem de 11% e calcula-se que perto de 6,8 milhões de mulheres já foram espancadas ao menos uma vez.

Apesar de a Constituição Federal de 1988 ter incluído entre seus princípios fundamentais a igualdade, o que vemos é ainda o descaso do Estado com a violência contra a mulher.

O Movimento feminista trouxe para o espaço público o tema da violência como um problema político que deve ser combatido por toda a sociedade, tirando da intimidade do lar, do espaço privado, de onde sempre foi colocado, e denunciou a situação aterrorizante que as milhares de mulheres vivem enquanto permanecem em violência.

Em 2006 o movimento feminista teve uma grande vitória no combate a violência à mulher, entrou em vigor a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) e pela primeira vez a justiça brasileira pode fazer justiça aos séculos de discriminação e desigualdades que as mulheres enfrentaram.

No entanto, sabemos que medidas punitivas são insuficientes para acabar com a violência sexista, precisamos enfrentar de forma intolerante as desigualdades de gênero e denunciar todas as formas de discriminações que ainda sofrem as mulheres para que possamos conviver sem violência e enfim consagrar o princípio da igualdade.

Mas, assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade, então ainda temos muita luta pela frente!
http://mulheresemmarcha.blogspot.com/2010/11/pelo-fim-da-violencia-contra-mulher.html

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