OS MARIDOS QUE NÃO QUEREMOS PARA NOSSAS FILHAS

por Alice Alvarez

Hoje me deparo com um artigo na ZH escrito por um professor Universitário com o título “Os maridos que queremos para nossas filhas” No artigo deparo com um pensamento machista que acusa o movimento feminista de confundir os ideais de masculinidade e feminilidade. Pelo que vejo este professor é que confundiu o que é feminismo do que é masculinidade e feminilidade, pois bem, vamos ao nosso famoso Wikipédia para esclarecer alguns pontos:

“Em antropologia, a feminilidade se refere às características e comportamentos considerados por uma determinada cultura por ser associados ou apropriados a mulheres. A feminilidade refere-se aos traços socialmente adquiridos e às características sexuais secundárias.”

“Em antropologia, a masculinidade se refere à imagem estereotipada de tudo aquilo que seria próprio de indíduos machos, principalmente em análises da sociedades humanas. Faz oposição ao termo feminilidade”.

“O Feminismo é um discurso intelectual, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias advogando pela igualdade para homens e mulheres e a campanha pelos direitos das mulheres e seus interesses.”

Agora , dizer que o feminismo declarou guerra a feminilidade e a masculinidade é ser um pouco medíocre e simplista, o feminismo declarou guerra a desigualdade de gênero.  Conquistou o direito ao voto, igualdade legal  e social para as mulheres.

Tenho um casal de filhos, meu filho é um adolescente saudável, nunca pegou em arma de brinquedo e não se envolve em brigas, porém, tem amigos de carne e osso, pratica esporte, é excelente em matemática e não tem nenhum perfil de ser  fraco ou fracassado, por não ser o típico “machão” que alguns retrógrados da sociedade machista insiste em formar. Tenho orgulho de estar formando um cidadão consciente que não tem a mentalidade que pra ser “homem” com h maiúsculo precisa mover coisas pesadas e ser provedor de alguma dondoca que espera por um príncipe encantado. Ele com certeza saberá respeitar e amar uma mulher e jamais utilizará da violência contra alguma delas.

Por outro lado, tenho uma filha que está sendo orientada  para ser uma mulher independente, sem contos de fadas, e que não vai precisar de marido pra “mover coisas pesadas”,  pra sustentá-la e nem pra comandar sua vida, que não vai permitir violencia física ou moral contra si.

O que se vê é o desespero de machistas como estes de plantão que ainda querem escolher um brutamonte para suas filhas justificando que este é o ideal para elas, mas o que está nas entre linhas, é que querem mesmo é a perpetuação da sua espécie e estão se lixando para as suas meninas e admitindo qualquer tipo de violência contra elas.

http://mundoestranhodealice.blogspot.com/2010/11/os-maridos-que-nao-queremos-para-nossas.html?spref=tw

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