Queremos ser

Mulheres camponesas originárias exigem o fim do machismo na Bolívia

As organizações de mulheres camponesas e indígenas parecem estar convocadas a fortalecerem seu papel na construção dos destinos desse país durante o segundo mandato presidencial de Evo Morales.

No passado dia 10 de janeiro, o reeleito presidente fez entrega na capital de uma sede para a Confederação Sindical de Mulheres Camponesas, Indígenas Originárias Bartolina Sisa, com 30 anos de atividade.

A presidenta da organização sindical é Leonilda Zurita, que manifestou: “Queremos ser, mas não há confiança dos irmãos, ainda há machismo”, e convocou a suas companheiras a exercer plenamente os direitos consagrados na Constituição vigente. A nova Constituição destaca em vários de seus artigos o papel fundamental da mulher e garante seus direitos de gênero. Tal é o caso do artigo 48 que indica: “O Estado promoverá a incorporação das mulheres ao trabalho e garantirá a mesma remuneração que os homens por um trabalho de mesmo valor”, tanto no âmbito público como no privado.

Também garante a igualdade entre homens e mulheres na eleição de parlamentares.

Durante o ato, Morales destacou o valor da mulher andina e foi até o fim do século XVIII quando Bartolina Sisa, esposa de Tupac Katari, líder de um movimento rebelde contra Madri, ficou encarregada de um exército de índios aymaras enquanto as forças reais espanholas afogavam em sangue a insurreição em La Paz.

Já no século XX, uma greve de fome “de donas de casa” precipitou a queda do ditador Hugo Bánzer.

Em sua reunião anual celebrada na semana passada na capital boliviana a Confederação Nacional de Mulheres Camponesas Indígenas Originárias da Bolívia destacou a inserção efetiva da mulher camponesa na vida econômica e política do país, por primeira vez em quase dois séculos de república, assim como também o reconhecimento de que goza na comunidade internacional.

“As capacitações das mulheres no âmbito político, social e no campo da saúde têm sido importantes, bem como os espaços que vamos ganhando pouco a pouco nas decisões políticas”, disse a dirigente Leonilda Zurita, em declarações tomadas pela Agência Boliviana de Informação (ABI).

Zurita manifestou sua convicção de que nas eleições regionais e municipais, previstas para o dia 4 de abril próximo, a mulher camponesa vai ganhar mais espaço na política boliviana.

“Fica pendente a participação mais ampla das mulheres nos governos e nas prefeituras depois das eleições que serão realizadas em abril”, disse Zurita. A dirigente destacou a participação internacional da Confederação em eventos organizados pela organização Vía Campesina na Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA).

Fonte: http://www.radiomundoreal.fm/Queremos-ser,1690

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Arquivado em feminismo, ofensiva contra o machismo

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